Verdes campos, vento brando...
Fragrância de flores se abrindo
Novos sonhos vêm chegando
É a primavera surgindo
Trazendo de volta a esperança
Ao meu coração de criança
Que hoje envolto em magia
Transborda felicidade
A esquecer toda a saudade
Que tão insistentemente
Ainda ontem nele ardia...
É tempo de clima ameno
De prados cobertos de lírios
De canto suave e sereno
De sonhos e de delírios;
Um sentimento tão lindo
Comemoro hoje sorrindo
Diante do céu e da terra,
Assim como a natureza
Reveste-se de rara beleza
Mostrando-se mais airosa
Para saudar a primavera.
Amores são sempre bem-vindos,
Pois fazem brotar a esperança
Trazem à tona sonhos lindos
Fazem a alma ser criança
Revestindo-a de encanto
Afugentando o pranto
Cedendo lugar ao alento
Deste amor de primavera
Que meu peito ora descerra
Expulsando a dor de outrora
Conduzida de vez pelo vento...
Prima, Primavera ......
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Outono
O Outono anuncia sua chegada
Mas desta vez se mostra diferente
Cada folha seca me parece mais acinzentada
E minha saudade cada vez mais evidente.
Um pôr-de-sol que parece saber...
Mas assim como você, prefere emudecer.
O orvalho que compreende o calar...
Mas assim como eu, que finge não notar.
Poucas palavras, porém tão singelas
Fariam com que estas manhãs sem cor se tornassem belas.
Um aceno, uma resposta, um sorriso
É tudo o que eu gostaria, fragmentos do teu paraíso.
Princesa, não se desfaça de teu reino, teu castelo, teu jardim
Que por anos eu cuidei e protegi, bem guardado dentro de mim.
Fada, não esqueça sua magia, do seu brilho a fluir
Pois em teus verdes campos sou guardião e não deixarei nada te ferir.
Nesta estação regarei tuas flores
Lírios, Rosas, Violetas e Jasmins
Cultivarei também a esperança
De que nunca se esqueça de mim.
O Outono anuncia sua chegada
Mas desta vez se mostra diferente,
Silencia os pássaros nas árvores
Espalhando a ilusão latente.
(Para uma fada distante, mas nunca esquecida)
Mas desta vez se mostra diferente
Cada folha seca me parece mais acinzentada
E minha saudade cada vez mais evidente.
Um pôr-de-sol que parece saber...
Mas assim como você, prefere emudecer.
O orvalho que compreende o calar...
Mas assim como eu, que finge não notar.
Poucas palavras, porém tão singelas
Fariam com que estas manhãs sem cor se tornassem belas.
Um aceno, uma resposta, um sorriso
É tudo o que eu gostaria, fragmentos do teu paraíso.
Princesa, não se desfaça de teu reino, teu castelo, teu jardim
Que por anos eu cuidei e protegi, bem guardado dentro de mim.
Fada, não esqueça sua magia, do seu brilho a fluir
Pois em teus verdes campos sou guardião e não deixarei nada te ferir.
Nesta estação regarei tuas flores
Lírios, Rosas, Violetas e Jasmins
Cultivarei também a esperança
De que nunca se esqueça de mim.
O Outono anuncia sua chegada
Mas desta vez se mostra diferente,
Silencia os pássaros nas árvores
Espalhando a ilusão latente.
(Para uma fada distante, mas nunca esquecida)
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Carta a uma fada
Por onde andará aquele rosto e olhos de fada?
Estes que toda vez que me vêem à memória me trazem a lembrança de um pequeno frasco de perfume...
Lembranças de uma infância tão distante,mas que ficaram marcadas em meu coração na forma do teu sorriso.
Lembranças do meu rosto rubro cada vez que te via ou quando chegava a hora de me despedir de ti com um beijo inocente. (Como poderia eu beijar uma fada?)
Quanta tolice a minha!
Aqueles momentos foram mágicos e naquele faz de conta tudo era permitido.
Recordo-me do seu jeito delicado de falar,que aos meus ouvidos infantis soavam como canto de sereia...
Teus cabelos,tais quais raios de sol hipnotizavam meu olhar que em vão tentava compreender tanto fascínio.
No entanto o tempo se recusou a parar.Ele correu e o vento da distância passou por nós.
Assim me tirou todo teu pó de fada e fez de mim um menino perdido.
Carregaste tua magia para outros jardins,para outras estórias,outros livros.
Muitos anos se passaram até que o mesmo vento que nos separou decidiu me trazer notícias tuas.
Hoje vejo que continua sendo a mesma fada de sempre.
Eu,já não tenho tanta certeza do que sou...
Prima, primavera, prima-dona! Um dia eu ainda hei de te encontrar!
Poderei ter de volta( mesmo que por momentos) a luz dos teus olhos.
Linda moça,tua alma é um fio de seda.
E minha imaginação criou para o teu destino uma lenda encantada:
-Jura que fugiste de algum livro e que eras a ilustração de uma estória de fada!
(Dedicado a uma fada distante,mas nunca esquecida)
Estes que toda vez que me vêem à memória me trazem a lembrança de um pequeno frasco de perfume...
Lembranças de uma infância tão distante,mas que ficaram marcadas em meu coração na forma do teu sorriso.
Lembranças do meu rosto rubro cada vez que te via ou quando chegava a hora de me despedir de ti com um beijo inocente. (Como poderia eu beijar uma fada?)
Quanta tolice a minha!
Aqueles momentos foram mágicos e naquele faz de conta tudo era permitido.
Recordo-me do seu jeito delicado de falar,que aos meus ouvidos infantis soavam como canto de sereia...
Teus cabelos,tais quais raios de sol hipnotizavam meu olhar que em vão tentava compreender tanto fascínio.
No entanto o tempo se recusou a parar.Ele correu e o vento da distância passou por nós.
Assim me tirou todo teu pó de fada e fez de mim um menino perdido.
Carregaste tua magia para outros jardins,para outras estórias,outros livros.
Muitos anos se passaram até que o mesmo vento que nos separou decidiu me trazer notícias tuas.
Hoje vejo que continua sendo a mesma fada de sempre.
Eu,já não tenho tanta certeza do que sou...
Prima, primavera, prima-dona! Um dia eu ainda hei de te encontrar!
Poderei ter de volta( mesmo que por momentos) a luz dos teus olhos.
Linda moça,tua alma é um fio de seda.
E minha imaginação criou para o teu destino uma lenda encantada:
-Jura que fugiste de algum livro e que eras a ilustração de uma estória de fada!
(Dedicado a uma fada distante,mas nunca esquecida)
domingo, 4 de outubro de 2009
Eram 3 e trinta e cinco (Poesia de Gabriel Medeiros)
Eu te curei daquela doença.
Como eu te chamava?
Aquilo não te fazia dormir,
Eu quem chamei seu amor pelo nome
Pra melhorar você da cama,
Olhei observando seu pudor.
Pode começar.
Era assim quando era eu
Agora vai doer pra sarar
Onde eu não quero mais que cure.
Nosso templo se desfez
E nosso canto de um sussurro
Caiu em si e se virou pro lado
No sono eterno que só uma amizade traz.
(Esta poesia é uma das minhas preferidas do grande amigo,poeta,escritor e cineasta Gabriel Medeiros).
Como eu te chamava?
Aquilo não te fazia dormir,
Eu quem chamei seu amor pelo nome
Pra melhorar você da cama,
Olhei observando seu pudor.
Pode começar.
Era assim quando era eu
Agora vai doer pra sarar
Onde eu não quero mais que cure.
Nosso templo se desfez
E nosso canto de um sussurro
Caiu em si e se virou pro lado
No sono eterno que só uma amizade traz.
(Esta poesia é uma das minhas preferidas do grande amigo,poeta,escritor e cineasta Gabriel Medeiros).
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Nuvens negras (Como já dizia Celso)
Por quantas torturas meu coração já passou
Tão cruel foi a notícia que o arrebatou...
Antes sonhava com dias de sol e noites de estrelas
Porém agora só vejo nuvens negras
Ouvi a verdade que não queria acreditar
Vi o fim do carnaval que não podia acabar
Vesti minha fantasia que me expôs à mil tristezas
E no hotel barato que é meu coração,habitam hoje apenas nuvens negras.
Caí na armadilha que eu mesmo criei
Sacrifiquei meu coração,pra quê,eu não sei.
Por fragilidade ou ingenuidade,os meus planos te entreguei
E tive como resposta nuvens negras escurecendo tudo o que sonhei.
Tanto tempo regando o que nunca foi plantado,criando o que nunca houve
Inflando de esperanças opiniões quais nunca soube.
Acho que vc não percebeu o quanto fui sincero
Vc foi (e ainda é) meu paraíso,meu belo segredo,meu grande mistério.
O meu imaginário nunca teve,nunca existiu,nunca foi.
O que eu tive foi sempre conversas adiadas pra depois.
Concordo,um homem realmente precisa viajar
Mas com muito cuidado pra não se perder,pois as vezes é muito doloroso se achar.
Mesmo tendo sido eu uma piada,um fracasso,vagando em meus devaneios
Peço-te para que nunca se esqueça que com vc fui puro e verdadeiro.
E enquanto o sol se esconder,enquanto não puder ver o brilho do luar
Estarei em par com essas nuvens negras,até um dia (quem sabe?) a tua luz voltar a me iluminar.
(Dedicado à L. uma pessoa muito especial.)
Tão cruel foi a notícia que o arrebatou...
Antes sonhava com dias de sol e noites de estrelas
Porém agora só vejo nuvens negras
Ouvi a verdade que não queria acreditar
Vi o fim do carnaval que não podia acabar
Vesti minha fantasia que me expôs à mil tristezas
E no hotel barato que é meu coração,habitam hoje apenas nuvens negras.
Caí na armadilha que eu mesmo criei
Sacrifiquei meu coração,pra quê,eu não sei.
Por fragilidade ou ingenuidade,os meus planos te entreguei
E tive como resposta nuvens negras escurecendo tudo o que sonhei.
Tanto tempo regando o que nunca foi plantado,criando o que nunca houve
Inflando de esperanças opiniões quais nunca soube.
Acho que vc não percebeu o quanto fui sincero
Vc foi (e ainda é) meu paraíso,meu belo segredo,meu grande mistério.
O meu imaginário nunca teve,nunca existiu,nunca foi.
O que eu tive foi sempre conversas adiadas pra depois.
Concordo,um homem realmente precisa viajar
Mas com muito cuidado pra não se perder,pois as vezes é muito doloroso se achar.
Mesmo tendo sido eu uma piada,um fracasso,vagando em meus devaneios
Peço-te para que nunca se esqueça que com vc fui puro e verdadeiro.
E enquanto o sol se esconder,enquanto não puder ver o brilho do luar
Estarei em par com essas nuvens negras,até um dia (quem sabe?) a tua luz voltar a me iluminar.
(Dedicado à L. uma pessoa muito especial.)
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Esvaindo
Sinto-me como estivesse esvaindo.
Pouco a pouco toda a minha essência
Fugindo,correndo,libertando-se,saindo.
Cada parte do meu "eu" me abandonando.
Estou certo de que meus sonhos e esperanças
Viraram pó e entupiram meu coração
E toda a engrenagem gradativamente enferruja-se.
E agora o pouco que restou evapora.Insiste em me deixar.
Desaparece pelos meus poros,olhos e boca.
Não suportando mais esta morada,prisioneira de uma situação pouca.
O meu ser está certo.Deve esvair-se.
Quem me dera ter forças para mantê-lo,mas é exatamente o manter que o força a sair.
A mim,o que me cabe melhor é apenas guardar.
Acendo mais um cigarro e deixo que as horas
se encarreguem de me esvaziar.....
Pouco a pouco toda a minha essência
Fugindo,correndo,libertando-se,saindo.
Cada parte do meu "eu" me abandonando.
Estou certo de que meus sonhos e esperanças
Viraram pó e entupiram meu coração
E toda a engrenagem gradativamente enferruja-se.
E agora o pouco que restou evapora.Insiste em me deixar.
Desaparece pelos meus poros,olhos e boca.
Não suportando mais esta morada,prisioneira de uma situação pouca.
O meu ser está certo.Deve esvair-se.
Quem me dera ter forças para mantê-lo,mas é exatamente o manter que o força a sair.
A mim,o que me cabe melhor é apenas guardar.
Acendo mais um cigarro e deixo que as horas
se encarreguem de me esvaziar.....
terça-feira, 15 de setembro de 2009
De fato esse é meu mal
De fato estamos no mesmo barco
Mas vc sempre me escapa sem rastro
Visualizo uma meta,risco um traço
E de conclusão fica apenas um embaraço
De fato não estamos no mesmo caminho
A sua busca é pelas rosas
A minha é pelos espinhos.
No fim apenas me sobra o perfume
Que transforma o meu peito em um moinho.
De fato marcamos um filme.Um tipo de estopim.
Porém não vi que a história já havia se perdido de mim
Enquanto eu procurava entender o roteiro
Vc já se levantava antecipando o fim.
De fato acho que sou incompreensível
Pra vc talvez eu seja um quadro invisível
Gostaria apenas que me desse um motivo "plausível"
Para acreditar que vc não é assim tão insensível.
De fato,esse é meu mal.Não há mais o que dizer
Procuro novas maneiras de vc perceber
Que ainda estou aqui te esperando
Como o dia espera pelo o entardecer.
Mas vc sempre me escapa sem rastro
Visualizo uma meta,risco um traço
E de conclusão fica apenas um embaraço
De fato não estamos no mesmo caminho
A sua busca é pelas rosas
A minha é pelos espinhos.
No fim apenas me sobra o perfume
Que transforma o meu peito em um moinho.
De fato marcamos um filme.Um tipo de estopim.
Porém não vi que a história já havia se perdido de mim
Enquanto eu procurava entender o roteiro
Vc já se levantava antecipando o fim.
De fato acho que sou incompreensível
Pra vc talvez eu seja um quadro invisível
Gostaria apenas que me desse um motivo "plausível"
Para acreditar que vc não é assim tão insensível.
De fato,esse é meu mal.Não há mais o que dizer
Procuro novas maneiras de vc perceber
Que ainda estou aqui te esperando
Como o dia espera pelo o entardecer.
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