Marco o tempo,faço hora
as vezes me acho um tolo,inclusive agora.
Fico na espreita,pelos cantos apenas a esperar
Sem razão,sem certeza,sem calma.
E o que consigo são míseros minutos
Que me parecem uma eternidade
Quase sempre escoados pela pressa.
Eu sei como isso vai terminar
Eu sempre sei o final.
Mas novamente cometo sempre os mesmos erros
E toda a espera ri na minha cara.
Isso vai passar como tudo passa
Mas até lá terei que pagar o preço,afinal nada é de graça.
Toco o barco,sigo a correnteza
Me distraio em conversas rasas,fujo de sua beleza.
Já não há motivos.É hora de descansar.
Apesar dos pesares eu sei o momento de parar.
Deposito minhas esperanças no tempo
Ele há de se encarregar,ele há de me acalmar
Por mais que seja lento e incrédulo
Logo ele há de se consumar
E sinceramente espero que essas angústias
Uma hora hão de findar.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
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